










Tamirys LINO e o tributo a Maria Lúcia GODOY
Com uma trajetória marcada pela sensibilidade e precisão técnica, a soprano Tamirys Lino une-se ao Madrigal Renascentista como solista convidada especial neste concerto histórico de celebração.
Natural de Belo Horizonte, Tamirys Lino é bacharela em Música, com habilitação em Canto Lírico, pela Universidade Federal de Minas Gerais, classe da professora Mônica Pedrosa.
Foi protagonista no papel de Belinda na ópera Dido and Aeneas, de Henry Purcell, no CEFART, e integrou o Coral Ars Nova da UFMG. No grupo Bailados Étnicos, de Girlaine Tsade, aproximou o canto lírico de diferentes matrizes culturais. Participou do álbum Sol Quântico, de Hernany Lisardo, com um solo musical de influências árabes.
Foi bolsista de iniciação científica no Acervo Curt Lange, pesquisando correspondências entre músicos e musicólogos do século XX. Desde então, constrói uma trajetória participando de projetos que transitam entre o canto lírico e repertórios de diferentes culturas.
Sua voz conduzirá uma homenagem solene à lendária soprano Maria Lúcia Godoy, resgatando a essência e o lirismo de uma das maiores referências do canto coral e lírico do Brasil.


Lívia ITABORAHY
Com sua voz marcante e interpretação profundamente expressiva, a aclamada cantora Livia Itaborahy junta-se ao Madrigal Renascentista para dar vida às nuances e à força folclórica da Misa Criolla de Ariel Ramírez.
Natural de Volta Redonda (RJ), Lívia Oliveira Itaborahy é cantora formada em Música pela UEMG, com formação em canto lírico pela Fundação Clóvis Salgado/Palácio das Artes e especialização em tango e ritmos latino-americanos pela Universidade Nacional do Litoral, na Argentina. Atua profissionalmente desde 2008 e ganhou projeção nacional em 2014, com sua participação no The Voice Brasil. Foi finalista e vencedora de importantes festivais, além de integrar projetos como Elas de Minas, Minas ao Luar, SONORA e Mulheres Criando. É intérprete convidada da Orquestra Ouro Preto e participou do álbum Outros Outros, de Affonsinho. Atualmente, dedica-se à produção de seu primeiro CD e ao tributo à cantora argentina Mercedes Sosa.
CONDUCTOR
Sérgio BORBOREMA
Sérgio Borborema iniciou sua trajetória musical aos oito anos como autodidata no violão e, aos 14, dedicou-se ao estudo do piano erudito. Cursou Regência na Escola de Música do Palácio das Artes (Cefart), sob orientação dos maestros Márcio Miranda Pontes e Adré Brant atuando como seu assistente pessoal na Orquestra do Cefart.
Atualmente, é graduando em Regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob orientação da maestrina Iara Fricke Matte. Como regente, assumiu em 2025 a regência titular do prestigiado Coro Madrigal Renascentista e é idealizador e fundador do Coro Artelux e da Orquestra Camerart, projetos criados em 2019 voltados à formação musical e ao aprimoramento do repertório coral e orquestra
Ao longo de sua formação, participou de importantes fóruns e oficinas, como as oficinas de regência da Orquestra Sesiminas (com o maestro Felipe Magalhães), o Festival de Música de Santa Catarina (FEMUSC) sob orientação da aclamada maestra Ligia Amadio e mais recente em 2026 no Festival de Música em Carazinho no Rio Grande do Sul. Sua trajetória inclui colaborações com formações de destaque, como o Coro Madrigale com regência de Arnon Oliveira, o coro Concentus e a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sob a direção dos maestros Fabio Mechetti e Iara Fricke Matte.


Ariel RAMÍREZ e a Misa Criolla
Como parte das celebrações de nossos 70 anos, apresentamos uma das obras mais transcendentais da música coral latino-americana, unindo a liturgia sagrada aos ritmos folclóricos argentinos.
A Força da Identidade Latino-Americana
A Misa Criolla, composta por Ariel Ramírez em 1963, é uma síntese de estilos populares e litúrgicos. Ela se baseia na música folclórica sul-americana, particularmente nos ritmos e melodias da Argentina.
O Kyrie inicial está no ritmo da vidala-baguala. Essa música, característica do norte da Argentina, retrata o sentimento de solidão experimentado por quem vive em um planalto elevado e deserto. O ritmo do Gloria, o carnavalito, também é originário dessa mesma região, mas evoca o sentimento de júbilo implícito nessa parte da missa. As duas seções do Gloria são separadas por um recitativo (yaraví), que torna a cadência do carnavalito ainda mais brilhante quando este retorna com um acompanhamento rítmico completo.
A chacarera trunca, um tema folclórico do centro da Argentina, constitui a base do Credo. Seu ritmo obsessivo enfatiza a profissão de fé, e a seção termina com as palavras finais da oração, reafirmando o triunfo da vida eterna.
Um dos mais belos e singulares ritmos folclóricos bolivianos, o carnaval cochabambino, é utilizado no Sanctus. Possui uma pulsação discreta, porém marcada. O Agnus Dei é escrito em um estilo típico dos pampas (estilo pampeano). Assim como no Kyrie, cria-se uma sensação de solidão e distância. Um simples recitativo expressa o desejo universal pela paz.
Essa obra conquistou a admiração sem precedentes da crítica e do público da Argentina e de outros países da América do Sul. Ela demonstra que as formas musicais indígenas são capazes de comunicar os mais elevados valores da vida e que as crenças religiosas podem ser transmitidas por meio de uma linguagem de expressão popular.
Ariel Ramírez nasceu em Santa Fé, Argentina, em 1921. Especializou-se no folclore de seu país natal e realizou extensos estudos sobre sua história e desenvolvimento. Em 1950, foi para a Europa estudar o folclore da Europa Central na Academia de Viena. Recebeu uma bolsa de estudos do Instituto de Cultura Hispânica, em Madri, onde pesquisou as origens da música argentina.
O texto litúrgico em espanhol da Misa Criolla é de autoria de A. Catena, A. Mayol e J. G. Segade; o texto em inglês é de Louise Dobbs; e o Padre Jesús Gabriel Segade realizou os arranjos corais.
Uma obra de comunhão e esperança que transcende fronteiras, celebrando a riqueza da nossa terra.
Ariel Ramírez
(1921-2010)
Criada em 1964, a Misa Criolla é uma obra-prima que funde a tradição coral com ritmos como a vidala, o chaya e o carnavalito. Ariel Ramírez concebeu uma peça de profunda espiritualidade e identidade cultural, que ecoa com força e emoção sob as vozes do Madrigal Renascentista.
Um repertório monumental selecionado para celebrar o jubileu do Madrigal Renascentista no Teatro Sérgio Magnani, percorrendo a polifonia secular europeia e a alma lírica da música folclórica brasileira e internacial.
Mestres da Polifonia
Cancioneiro Brasileiro
Misa Criolla | Argentina
Ariel RAMÍREZ
Apresentação no Teatro Sérgio Magnani • Duração aproximada de 90 minutos • Abertura dos portões 10 minutos antes do início.
Renascença:
Orlando Di LASSO | Bélgica
Josquin DESPREZ | França
Ruan Del ENZINA | Espanha
G. P. PALESTRINA | Itália
William BYRD | Inglaterra
Tradicional Negro Spiritual | U.S.A
Folcloricas:
Hugo VILLAROEL | Chile
Jacques CHAILLEY | Portugal
Ronaldo MIRANDA | Brasil
Marlos NOBRE | Brasil
H. VILLA LOBOS | Brasil
